Notícias de Olimpíadas 04
Terça, 26 de Agosto de 2008Quando saquei que se continuasse dependendo de quem me credenciou para as olimpíadas de Atenas eu só iria entrar na vila no dia de São Nunca, resolvi apelar para Deus. Na igreja, encontrei os capelães de outros países. São meus colegas desde as Olimpíadas de 88. Entre eles Madeline Mimms dona de 4 medalhas olímpicas dos seus tempos de atleta. Em vez de pregar um sermão, o pastor resolveu entrevistá- la e suas respostas edificaram ricamente as 1800 pessoas que pintaram em cada culto daquele domingo olímpico. Carl Lewis, o atleta do século 20, segundo os americanos, também deu seu testemunho.
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Combinamos de nos encontrar na segunda para trocamos experiências e motivos de oração. Todos oraram pelo meu problema e Deus mudou minha sorte completamente. No dia seguinte eu já tinha Day Passes para entrar na vila todos os dias a convite de outros países e ainda ganhei ingressos para o atletismo no estádio Ninho de Pássaro e para a semifinal do futebol entre Brasil X Argentina!
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De volta à vila encontrei um técnico que conheci nos jogos do interior. Ele me convidou para tomar o café da manhã. Como eu já sabia que sua equipe tinhas sido eliminada, conversamos mais de uma hora sobre coragem e fé em Deus para juntar os cacos e retomar a luta por seus ideais. Orei por ele reforçando o conceito de que ao contrario do mundo Deus o ama com ou sem medalhas. O seu semblante carregado mudou completamente. No almoço dei de cara com uma atleta de Cristo do futebol. Quando ela terminou de almoçar sentou-se na minha frente e batemos um bom papo e oramos. Ela é brasileira, mas joga na Europa. Depois encontrei uma a filha de um dos fundadores de Atletas de Cristo e ela sugeriu que eu fizesse uma palestra para o seu time inteiro! Combinamos as 7:30. Em seguida encontrei a filha de outro atleta de Cristo e como eu a conhecia desde pequena tomei a liberdade de me convidar a sentar em sua mesa. Ela concordou e foi muito legal para quebrar o gelo com suas colegas. Combinamos uma palestra pra as 6:30 no centro de convivência e só depois delas deixarem o restaurante, eu aproveitei pra comer até fica triste. Com direito a primeiro, segundo e terceiro pratos, sobremesa de fruta, sorvete e cappuccino.
Depois dessa comilança toda me arrastei ate o ônibus e peguei uma carona até a equipe da Jamaica para fazer uma visita a uma fisioterapeuta que não perdeu nem uma das nossas reuniões no Pan. Perguntei a ela o segredo da água de côco atômica que os Jamaicanos andam tomando para correr daquele jeito, mas ela não me contou de jeito nenhum…
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De lá fui atrás de um atleta de marcha atlética de outro país que ia correr no dia seguinte, mas não o encontrei porque ele foi ao zoológico aliviar a tensão de sua estréia olímpica. Sai voando para o internet café atrás de uma computador para colocar em ordem as idéias que queria passar para os atletas. Terminei quando elas começaram a chegar. Veio a equipe inteira e nosso papo foi muito legal. Valeu apena ter investido no discipulado de uma delas entre o Pan e a Olimpíada, pois ela assumiu a liderança do grupo. Depois de orarmos, terminando a reunião elas ficaram tão a vontade que não queriam mais ir embora. Resenharam um papo muito cabeça durante tanto tempo que a equipe das 7:30 chegou, mas como não encontrou a sala onde estávamos, foi embora. Terminei o dia fazendo uma visita de cortesia à delegação que solicitou o meu Day Pass.
Saí da vila às 9 da noite e peguei o ônibus certo para o destino errado e fui parar na zona rural e deserta no meio do mato no meio da noite. Só consegui voltar porque Deus mandou um anjo em forma de gente e um taxi que surgiu do nada. Chequei em casa a uma da matina depois de 4 horas de muita tensão e oração.
No dia seguinte meu nome estava na lista de outro país que me convidou, mas a lista foi entregue fora do horário e não pude entrar na vila. Voltei pra casa disposto a aproveitar esse tempo colocando o diário de Olímpia em dia e escrevendo esse boletim. Logo que sentei na frente do computador Pr. Anselmo me ligou perguntando se eu estava a fim ver a final de futebol feminino com uma condição: eu teria que voltar a vila para pegar os ingressos. Voltei pra vila aonde duas atletas do futebol Brasileiro vieram me encontrar no portão. Recebi os ingressos e entreguei a elas um material de proclamação. Batemos um papo rápido de encorajamento e fomos para o jogo.
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Nossas meninas correram se esforçaram e deram tudo de si. Mas a bola não achou o caminho das redes americanas de jeito nenhum. No desespero vimos no telão a estrela do time brasileiro levantando os braços para o céu, encarando Deus e dizendo: Ôra meu!
Mas parece que não era o dia do Brasil. Na prorrogação as americanas saíram da retranca se aproveitando de terem corrido muito menos pressionaram até fizeram o gol que tirou de nossas garotas o ouro que tecnicamente poderia ser delas. Depois de 120 minutos de futebol, muita festa para as gringas, lágrimas para as brasileiras sofrimento para os Zé da galera (nós); Anselmo e eu caminhamos até o metrô filosofando sobre as razoes que levaram Deus a exercer justiça sobre a delegação brasileira de forma tão forte e precisa.
Alex