MISSÕES IBMORUMBI

INFORMAÇÕES SOBRE O DIA-A-DIA DE NOSSOS MISSIONÁRIOS NO CAMPO

Prezados cooperadores,

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Depois de quase 29 anos trabalhando na MEVA, nove dos quais entre os ianomâmis, ouvir relatos, como este que transcrevo abaixo, é um refrigério para a alma. Há tantos anos na tesouraria da Missão, sinto-me uma expectadora, sofrendo às vezes, mas participando de muitas alegrias com as vitórias e frutos alcançados.

Jon e Valéria trabalham no posto Palimi-u, onde o Senhor tem operado de maneira maravilhosa. Eis o testemunho de Valéria:

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“Estou aqui, nem acredito, onde todo missionário sonha um dia estar! Depois de quase 40 anos de trabalho entre os Palimitheli, estou testemunhando o nascimento de uma igreja. Muitos, antes de mim, saíram tristes, desgostosos, desanimados, frustrados por terem se dedicado tanto sem ver frutos. Näo sei exatamente por que, mas Deus me deu o prazer de ver o primeiro batismo em 2005! Para mim, mais emocionante ainda foi tomar a ceia do Senhor com meus irmäos em Cristo de baixa estatura, pele morena e cabelos negros, täo diferentes de mim. Depois do pico emocional e espiritual eu, sempre cautelosa com minhas expectativas, esperava ver um esfriamento. Mas nestes anos que se seguiram vimos uma igreja começar a se formar, líderes começarem a assumir mais e mais responsabilidades, e uma grande sede de aprendizado por parte de muitos. Vimos casais se dedicarem à vida espiritual juntos. A igreja de Palimi-u tem enfatizado a importância da família caminhar no Senhor unida, de modo que um ajuda o outro e näo se torna pedra de tropeço.

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Em setembro de 2008 a comunidade promoveu uma festa, com uma caçada organizada por eles, visando encorajar pessoas a se batizarem. Foram alguns dos melhores dias que passamos em Palimi-u. Os homens saíram no início da semana para uma caçada. No sábado à tarde eles chegaram com muita carne. Logo pela manhã no domingo, nós todos estávamos prontos para uma festa. O objetivo era saber dos novos convertidos quem gostaria de ser batizado no final do ano. Nós cantamos por aproximadamente uma hora, enquanto as mulheres dançavam; depois diversas pessoas deram uma palavra de estímulo à comunidade. Em seguida vieram os testemunhos ─ alguns dizendo que gostariam de ser batizados e outros simplesmente manifestando seu desejo de seguir o Senhor. Um jovem chamado Félio falou sobre a morte substitutiva (redentora) de Jesus e Isaki narrou diversas parábolas. Isto me fez pensar que provavelmente essa foi a maneira que Jesus fez, contando uma parábola após a outra, sem parar em cada uma para explicar, como fazemos em nossas igrejas. Não que isto não tenha valor, mas me fez pensar que a maneira simples que Isaki fez foi boa também. Ao meio-dia paramos para o almoço e todos comeram beiju com carne. No sábado à tarde e domingo à noite eles realizaram estudos bíblicos dos quais nós, missionários, não participamos, afinal eles não precisam que estejamos lá para supervisionar tudo o que fazem!

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Depois, durante dois meses foram realizadas aulas semanais onde foi explicado o que é o batismo e, talvez mais importante ainda, o que o batismo NÃO é. No Natal houve outra festa na igreja para comemorar a vinda de Jesus à terra, quando aconteceu a cerimônia do terceiro batismo da aldeia, mais 25 palimithelis foram batizados!!!

Louvamos a Deus pelo privilégio de estar na tribo durante este incrível processo!!!”

Muito obrigada por sua fidelidade. Isto tudo só se torna possível por causa do apoio financeiro e orações de nossos fiéis mantenedores.

No amor de Cristo,

Márcia Westin de Camargo César

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